A Família é a mais antiga das instituições humanas. O Senhor Deus criou o homem e viu que não era bom ele estar só, precisava de alguém que o coadjuvasse e assim providenciou para ele uma companheira. Os filhos vieram mais tarde mas já noutro contexto, fora do Jardim e com o estigma do pecado.
Na Bíblia, nossa única regra de fé e prática, vemos exemplificada a clara estrutura no seio familiar, a qual deverá ser exercida como um ministério, tarefa agradável, onde deverá imperar o amor, compreensão, e ser tida como uma bênção recebida e resultante de um aprendizado a respeito de Deus. Deverá funcionar como unidade espiritual cujo sentimento seja o mesmo como Josué afirmou: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (24:15). Mais tarde no Novo Testamento Paulo escreve a Timóteo (3:4, 5…) lembrando que o presbítero deverá saber cuidar da sua própria casa. Como em qualquer sociedade terá que haver um lider, um guia, tal como Cristo governa a Igreja, Seu corpo, do qual cuida e ama de tal maneira que por ela se entregou. (Efésios 5:25…)
É no Velho Testamento que encontramos “Honra o teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias sobre a terra” (Êxodo 20:12).
A honra aos pais é a âncora da sociedade, ligando os pais aos filhos na comunidade, e na fé. Desrespeitando os pais, desonra-se também o Senhor.
Mas como vai longe o tempo em que a Lei do Senhor era acatada, seguida e respeitada!
Mas também cabe aos pais, tal como Paulo adverte em Efésios 6:4 “Vós pais criai os vossos filhos na disciplina e admoestação do Senhor”.
Quando um pequenino ser é depositado nos nossos braços, para lá da alimentação, teremos de providenciar roupas, mais ou menos bonitas, ricas ou pobres, surge a palavra Criar, a qual tem a ideia de nutrir, ajudar a florescer (alimentar, cuidar, fazer com que se desenvolvam como “pessoas” responsáveis diante de Deus), com disciplina, e é com isto que se forma a vontade, admoestando, formando através do ensino. “O temor do Senhor, é o princípio da sabedoria”. (Provérbios 1:7).
Criar é cuidar até à maturidade do ser humano que foi depositado nos nossos braços, a fim de que ele cresça dimensionalmente como Jesus (Lucas 2:52).
Jesus crescia em sabedoria, intelectualmente, em estatura, fisicamente, em graça, espiritualmente diante de Deus e dos homens – socialmente -.
Como estão crescendo as nossas crianças?
Qual a área que está a ser negligenciada?
Como estão crescendo as nossas “plantinhas”?
Somos capazes de arrancar as ervas daninhas que as estão sufocando?
E elas poderão “germinar” de tantas maneiras…
Cabe à família crente levar os seus filhos a aceitar, seguir e servir O SENHOR, tendo como lema a exortação de Provérbios 22:6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.
Graça e Paz
Manuela Norte



