Para onde olhar?

Por dificuldades físicas é frequente verem-se pessoas a caminhar apoiadas em bengalas. Algumas dessas bengalas deixam transparecer retoques artísticos e, ainda outras, são a representação da simplicidade a despertar a confiança e a firmeza de quem nelas se apoia.

Também, no passado, se padronizou em determinados extratos da sociedade, a utilização da bengala e do chapéu como linha de distinção exibicionista.

Por outro lado, o cajado foi um utensílio presente na vida comum de alguns dos nossos antepassados. Desde logo, para se apoiarem quando caminhavam por zonas com socalcos, pedregosas, escorregadias, areentas, húmidas, ou de mato; servia ainda para defesa contra assaltantes e animais selvagens, além de outras situações perigosas.

A Bíblia conta que o patriarca Moisés, a mando de Deus, tocou com o seu cajado nas águas do mar, e abriu-se um corredor por onde o povo hebreu passou sem percalço, quando fugia do Faraó do Egito; também tocou na pedra para que jorrasse água potável que permitiu saciar a sede do povo; ainda perante a intransigência do Faraó, ao pedido para deixar o povo sair do Egito, deitando no chão o cajado, este transformou-se numa cobra, e ao agarrar na cauda da cobra, esta voltou à forma de cajado.

Contudo, o cajado era apenas um cajado, um pau, não fora a ordem de Deus, que pretendia fazer sinais para que o Faraó tomasse consciência que Deus é o Único detentor de todo o poder. E sob a Sua Palavra tudo se fez e faz, pois Ele continua a ser o mesmo ontem, hoje e amanhã.

Se antes da vinda de Cristo, Deus utilizou alguns dos Seus escolhidos tais como Moisés, Elias, Eliseu e outros, para chamar a atenção do povo com alguns feitos inusitados, esses, sempre foram executados por ordem de Deus.

Após a vinda de Cristo, Este deu-Se a reconhecer como o Deus feito Homem, fazendo imensos sinais, tais como curar cegos, paralíticos, transformar água em vinho, multiplicar peixes e pão, para o que consta das escrituras, satisfazer duas refeições ao povo que em grande número o seguia, ressuscitar Lázaro, andar sobre as águas, e sobre tudo… oferecer–Se como sacrifício vivo em prol da humanidade; sendo que este último milagre, é o que nos diz mais diretamente respeito, porque Ele fê-lo a pensar em mim, em ti, e em todos os homens.

A palavra de Deus em Romanos 9:17-21 refere o seguinte: ”Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei: Para em ti mostrar o Meu poder, e para que o Meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer.  Dir-me-às então: Porque se queixa ele ainda? Porquanto, quem resiste à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Porque me fizeste assim? Não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para a honra e outro para desonra?”

Em Deus está concentrado todo o poder, glória e majestade! Ele deve ser para cada um de nós, o princípio e o fim de toda a nossa atenção, louvor e adoração. Pelo que as “bengalas” e “cajados”, ainda que apetrechos bem decorados e tentadores, são reprováveis aos olhos de Deus; ou os `Faraós´, que proliferam por aí, são elementos de tropeço. Por isso, que não sejam os fatores atrás mencionados capazes de nos desviarem do foco do Deus Triuno – “Pai, Filho e Espírito Santo.

Graça e Paz!
Reginaldo Tavares

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