Uma questão de visão

Uma boa parte das pessoas com quem convivemos diariamente não aceitou Jesus como seu Salvador e Senhor, e, portanto, não tem (ainda) a gloriosa capacidade de ver além do visível: sem o Espírito Santo, não tem discernimento espiritual, não distingue entre o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, o caminho de Deus e o do mundo – “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus… porque elas se discernem espiritualmente” 1 Co 2:14.

Mais: como a visão espiritual é uma capacidade dada por Deus para perceber a realidade espiritual além do que os olhos físicos conseguem ver, está intimamente ligada à fé, “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de factos que se não veem” Hb 11:1.

É por isto que ouvimos frases como “Eu sigo a minha própria verdade”, “Não quero prender-me a nada”, “Já fui ferido antes e não quero voltar a sê-lo”, “Todos os caminhos levam a Deus”, …

De facto, numa época tão egocêntrica, a aceitação de compromissos que exigem obediência, fidelidade e sacrifício, vai contra o espírito da cultura dominante, mas nada disto é realmente novo, “Cada um faz o que acha certo aos seus próprios olhos” Jz 21:25, antes, uma das consequências da Queda Gn 3:8.

Mas, talvez porque uma boa parte das pessoas com quem convivemos diariamente não tenha aceitado Jesus como seu Salvador e Senhor, somos, ou por simpatia, ou por desejo de não as perder, ou, simplesmente, porque nos vamos identificando com a sua cosmovisão, levados pela fortíssima pressão da maioria a tomar decisões fora do plano e da vontade de Deus, quantas vezes tentando convencer-nos que está tudo bem.

Mas, “sem fé é impossível agradar a Deus” Hb 11:6, pelo que não devemos procurar nos padrões enquadrados pela cegueira espiritual a razão para a nossa vivência; antes, como o apóstolo Paulo, orar por “…olhos do coração iluminados (…) para sabermos qual é a esperança do nosso chamamento…” Ef 1:18.

A visão espiritual é uma obra do Espírito Santo no coração do crente, que nos leva a compreender a verdade, a vontade de Deus e a nossa chamada, para vivermos de acordo com a bênção de pertencer à família de Deus, para vivermos uma vida de discípulos de Cristo, num “Território de Amor”.

Podemos fazer esta oração, hoje, juntos?

Ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele nos fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no nosso coração mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, possamos, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo o conhecimento, para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! cf Ef 3:14-21

Graça e Paz.

Pr. Teo Cavaco 

A fé cantada

A fé cantada

Cantar é um ato de educar o coração da igreja, de fortalecer a fé e corrigir o desvio à Palavra. O Eu não entra na equação.

Para onde olhar?

Para onde olhar?

Em Deus está concentrado todo o poder, glória e majestade! Ele deve ser para cada um de nós, o princípio e o fim de toda a nossa atenção, louvor e adoração.